Os surfistas brasileiros garantiram grandes resultados na primeira disputa da World Surf League (WSL) após a paralização dos campeonatos devido à pandemia do coronavírus. No dia 9 foi realizado o no ‘Michelob Ultra Pure Gold Rumble at the Ranch’, o evento especial em duplas na piscina de ondas de Kelly Slater, nos Estados Unidos, e o Brasil garantiu a vitória com Filipe Toledo, competindo com a havaiana Coco Ho, a segunda colocação com Tatiana Weston-Webb, ao lado do japonês Kanoa Igarashi, e o terceiro lugar com Adriano de Souza, junto com a norte-americana Caroline Marks.

Filipe – Crédito: Kenny Morris/WSL Getty Images

Foram 16 atletas competindo em duplas mistas com a premiação doada para a caridade. Em cada fase, o atleta surfou duas ondas, uma para direita e uma para a esquerda, somando a sua maior nota. Mesmo com grande atuação, Adriano parou na semifinal, superado pela dupla de Tatiana, representante brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio e que fez a maior nota entre as mulheres.

Na final, Filipe deu um show na final, garantindo a maior nota de todo o evento, um 9,67, com direito a dois aéreos. “Estou feliz de sair com a vitória. Primeiro campeonato depois de seis meses. Esse troféu vai para casa”, vibrou Filipe, quarto melhor do Mundo no ranking CT em 2019 e primeiro alternate do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

“Sobre as competições ainda é meio incerto o futuro, até quando sair uma vacina ou quando esse vírus acabar, mas assim que voltar, estarei com todo o gás, o medo de perder não passa pela cabeça, só a sede de vitória de poder ir lá fazer o melhor, de colocar a lycra e competir, que é o que eu amo fazer”, completou Filipe.

Agora é oficial. A International Surfing Association (ISA) recebeu nesta quinta-feira (6) a decisão história da Corte Arbitral Arbitragem do Esporte (CAS) concedendo à entidade a governança do Stand Up Paddle (SUP) no nível olímpico. A resolução encerra a disputa com a Federação Internacional de Canoagem, que também pleiteava o comando da modalidade e agora a entidade que garantiu o surf nos Jogos Olímpicos segue com o plano de ver o esporte também incluído no programa olímpico sob sua liderança e autoridade.

Essa disputa chegou ao CAS em 2018, após inúmeras tentativas de consenso entre as duas entidades.  “A decisão dessa questão é um momento histórico para o esporte e para a ISA, que está comprometida com a promoção global da modalidade por muitos anos, investindo e defendendo o esporte, para atender aos melhores interesses dos atletas, federações nacionais e todos os fãs”, afirmou o presidente da ISA, Fernando Aguerre.

Vale lembrar que ano passado, o SUP foi incluído nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, e o Time Brasil, sob supervisão da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf), garantiu importantes três medalhas, com ouro de Lena Guimarães, prata de Vinnicius Martins, ambas no prova race, e bronze de Nicole Pacelli, no wave.

“Foi uma grande conquista por ser uma modalidade que tem tudo para se tornar olímpica e tem total identidade com o surf, por sua história e cultura”, afirmou o presidente da CBSurf, Adalvo Argolo, lembrando que o trabalho da ISA será fundamental, como aconteceu no surf, mas a decisão sobre a inclusão do SUP no programa olímpico é de competência exclusiva do Comitê Olímpico Internacional.

AÇÃO CONJUNTA ENTRE O COB E A CBSURF GARANTE APERFEIÇOAMENTO

EM MANOBRAS AÉREAS PARA A BUSCA DA INÉDITA MEDALHA OLÍMPICA

Classificada para a estreia do surf nos Jogos Olímpicos de Tóquio e com chances reais de medalha, a brasileira Tatiana Weston-Webb fará um treino especial nesta terça e quarta-feira (dias 4 e 5), na piscina de ondas BSR Surf Resort, em Waco, Texas, Estados Unidos. Ela terá sessões individuais, visando treinamentos específicos em aéreos, manobra que a atleta quer se aperfeiçoar.

A preparação é uma ação conjunta do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf), visando os Jogos de Tóquio, em julho de 2021. Ainda este mês, no próximo dia 9, Tati volta a competir depois de meses sem disputas devido à quarentena do coronavírus. Ela estará entre os 16 surfistas escalados para o ‘Michelob Ultra Pure Gold Rumble at the Ranch’, evento da World Surf League (WSL) na piscina de ondas criada pelo ícone Kelly Slater, o Surf Ranch, em Leemore, também nos Estados Unidos. Os atletas atuarão em duplas mistas, com transmissão ao vivo pela internet, e a premiação destinada à caridade.

Crédito: Cestari/WSL

Para Tati, que já teve oportunidade de surfar em Waco, a preparação no Texas é importante, porque essa piscina é reconhecida como um local adequado para o treinamento de manobras aéreas, pelas características de sua onda artificial. A ideia é repetir a manobra para correções e aperfeiçoamento da técnica, através da videoanálise.

Como mora no Havaí, com ondas mais poderosas, ela sabe que precisa se preparar com manobras que podem ser usadas em Tsurigasaki Beach, sede das disputas do surf nos Jogos Olímpicos de Tóquio. “Eu e minha equipe já estamos nos preparando para os próximos desafios, sobretudo os Jogos Olímpicos. Traçamos um plano e estamos descobrindo onde posso evoluir”, ressalta Tati.

Ela também destaca que o treino será bom para chegar no Surf Ranch num ritmo mais forte. “Estava com saudades de competir”, diz Tati revelando o orgulho e satisfação de ser uma das representantes do Brasil na primeira edição do surf nos Jogos Olímpicos. “Sempre sonhei com os Jogos Olímpicos e agora que o surf está incluído, virou realidade e não vejo a hora de estar lá competindo”.

“Quero muito ganhar uma medalha, é um título de muito prestígio. Uma medalha olímpica é algo fora do normal”, reforça a surfista, que apesar de morar no Havaí, nasceu no Rio Grande do Sul e mantém as origens brasileiras. “Mesmo na quarentena não parei de treinar, de surfar, e estou trabalhando forte, pensando muito em Tóquio”, anuncia Tatiana.

Na preparação, ela também conta com o apoio do COB, de forma remota, inclusive com exercícios de fisioterapia, no alinhamento feito com meta nos Jogos. “É super importante esse apoio na vida de um atleta. Sinto que querem o melhor possível para mim e para todos, vejo que acreditam muito no nosso potencial”, fala.

Crédito: Jackson Vankirk/WSL

Além dos treinos, Tati aproveitou a pausa forçada da quarentena para outra missão importante em sua vida, ao lado do noivo, o brasileiro Jessé Mendes. “Relaxei e curti o momento de planejar o meu casamento. Nunca ficamos tanto tempo num lugar só. Muito legal ter uma vida de quase casados”, completa. As disputas do surf nos Jogos Olímpicos de Tóquio estão marcadas para os dias 25 a 28 de julho. Serão 40 atletas, 20 no masculino e 20 no feminino, com o Brasil competindo com força máxima. Tati terá a companhia de Silvana Lima, Gabriel Medina e Italo Ferreira.

CONHEÇA O BRASILEIRO ESCOLHIDO PARA COMO DIRETOR DE PROVAS NA ESTREIA DO SURF COMO MODALIDADE OLÍMPICA

O surf inicia uma nova era – sem dúvida a mais importante em sua história – no próximo ano com a estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio e já é certo que o Brasil tem um nome marcado nessa trajetória. Com mais de 30 anos de palanque, o santista Marcos Bukão foi o escolhido para ser o diretor do campeonato que definirá os primeiros medalhistas olímpicos na modalidade.

O importante cargo na disputa é resultado de muita bagagem em mundiais – 46 no total, desde que a “caminhada olímpica” do surf foi iniciada, em 1996, em Huntington Beach, Califórnia/EUA, quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu o esporte. De lá para cá, Bukão esteve no comando de todas as competições da International Surfing Association (ISA), responsável por transformar o surf em esporte olímpico, muito pelo empenho e sonho do argentino Fernando Aguerre.

Desde que Aguerre foi eleito presidente da entidade, em 1994, Bukão é o diretor de provas em todos os mundiais e também participou do processo de elaboração do formato de disputas do surf para Tóquio. “Difícil explicar com exatidão o sentimento”, fala o dirigente sobre a emoção de ser confirmado no cargo.

“É o tipo de sentimento que você acredita que vai, espera ir, mesmo antes da confirmação, mas não se permite considerar dentro, até para não se frustrar. Quando a confirmação oficial vem, não é exatamente surpresa, mas claro, é uma alegria e um sentimento de realização enormes”, diz Bukão, que antes da lista final, já tinha passado por dois “testes” de fogo e se credenciado muito bem para a função.

Primeiro o evento teste do COI em Tsurigasaki, praia onde serão realizadas as disputas do surf nos Jogos Olímpicos, e logo na sequência os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. “Na verdade, a emoção da possibilidade de viver uma Olimpíada teve vários momentos que se somaram ao longo dos anos. Uma esperança distante, mas muito forte em 1996 quando o COI reconheceu a ISA e o surf, um primeiro passo rumo aos Jogos”, destaca.

Ele também lembra da confirmação do surf nos Jogos Olímpicos durante a reunião do COI em 2016 no Rio de Janeiro. Até aquele momento a emoção era muito mais pelo fato de o surf se tornar olímpico do que a possibilidade pessoal de ser escolhido. “A alegria foi grande quando me confirmaram para ser diretor no evento teste no próprio local dos Jogos”, relata.

“Fazendo uma analogia é como eu fosse um alpinista e ano passado sendo Contest Director dos Pan-Americanos de Lima eu tivesse subido o Aconcágua. E ano que vem em Tóquio será como escalar o Everest. Dentro da minha função é o máximo que alguém pode atingir”, relaciona.

EQUIPE – Apesar de toda a sua expertise, a vivência em campeonatos desde 1983, ainda nos  campeonatos locais em Santos, Bukão divide os “louros”, destacando um grupo muito competente que vem trabalhando junto há anos, sob o comando do presidente da ISA, Fernando Aguerre, e com os norte-americanos Erik Krammer, o diretor técnico em Tóquio, e Bob Fasulo, diretor executivo da ISA e com grande experiência em olimpíadas.

“Tenho a consciência plena da responsabilidade que o meu cargo envolve. Na verdade, existem dois lados, o puramente técnico, que nem é tão complicado, porque o formato olímpico não é tão grande e nem se compara ao World Surfing Games com centenas de surfistas, repescagens em todos os rounds com dois palanques simultâneos”, comenta.

Por outro lado, ele fala da responsabilidade de tudo correr perfeitamente bem, sem contratempos, polêmicas. “Enfim, ser um grande sucesso será de vital importância para a continuidade do surf a longo prazo como esporte olímpico. Nesse ponto, é importante frisar que o termo estar à frente não é exatamente o que ocorre nos Jogos. Existe um grupo muito competente e preparado, além dos organizadores japoneses que nos disponibilizam toda e qualquer estrutura e o corpo técnico de juízes do mais alto nível”, complementa.

Junto à experiência, Bukão faz questão de evidenciar a imparcialidade, ponto fundamental em seu cargo e exigência da ISA. “Eu acredito que é questão de caráter e personalidade. Claro que depois de mais de 20 anos em mundiais a gente fica ainda mais frio em relação a emoções, mas nunca fui uma pessoa de me deixar levar por sentimentos pessoais ou por times ou bandeiras. Inclusive na ISA, a imparcialidade é prioridade número 1. Se nesses 25 anos em um único momento sequer eu tivesse deixado qualquer espaço para uma percepção de parcialidade, já estaria fora faz tempo”, revela.

Aos 64 anos, Marcos Bukão é engenheiro mecânico por formação, mas foi no surf que construiu uma carreira. Começou a pegar ondas em 1972, aos 17 anos. Em 81 teve o primeiro contato com campeonatos na Associação Surf de Santos e dois anos depois, passou a organizar eventos, junto com os amigos Ika Cangiano e Fábio Botuão, o Jacuí.

Em 88, era o presidente da antiga Associação de Surf da Baixada Santista (ASBS), hoje a Federação Paulista, e quando foi criada a Abrasa – Associação Brasileira de Surf Amador, que depois se tornaria a atual Confederação Brasileira de Surf, foi convidado para ser diretor de provas da entidade, por seu perfil técnico. Desde então, é ele o responsável pelas etapas nacionais.

Ainda no Brasil, somam-se outros dois eventos que são referência no trabalho de base e têm a ‘assinatura” de Bukão junto com Silvio da Silva, o Silvério, seu amigo desde os tempos de ASBS e hoje presidente da Federação Paulista: o Hang Loose Surf Attack e o A Tribuna de Surf Colegial, que por décadas revelaram grandes nomes.

BATISMO – Na ISA, ficou conhecido em 1993, quando era team manager do Brasil no Pan-Americano de Surf na Venezuela. “Na ocasião houve um problema na hora de se formatar as baterias e o cronograma e eu me ofereci para ajudar.  Com isso, conheci e ganhei a confiança de muitos chefes de equipes das três Américas. No ano seguinte, o Fernando foi eleito presidente da ISA durante o Mundial no Rio de Janeiro e me convidou para ser o diretor de provas dos mundiais”, recorda.

“Meu batismo na ISA foi em 1996. Por sinal um batismo de fogo, pois foi o maior evento da história da ISA em número de participantes e categorias envolvidas, além de ser o primeiro sob observação do COI”, enfatiza Bukão, que nesses anos todos foi diretor de nada menos que 20 World Surfing Games, 15 World Junior Championship, cinco mundiais master, três mundiais de longboard e seis mundiais de stand up paddle, viajando para 19 países.

Para ele, é difícil escolher o mais importante campeonato que esteve, mas logo vem a cabeça dois diretamente relacionados aos Jogos Olímpicos. O Mundial da Califórnia, em 96, por ter sido a primeira aproximação do surf com o movimento olímpico, e o mais recente, ano passado no Japão, pela característica de seletiva olímpica e pela presença dos melhores surfistas do Championship Tour.

Os anos de experiência e os tantos mundiais que já atuou como diretor lhe garantem uma vantagem, o de conhecer praticamente ou na totalidade os competidores que estarão disputando as inéditas medalhas olímpicas. “Bem lembrado. Sou diretor de provas do Mundial Junior da ISA desde o início dessa categoria em 2003. Vi a maioria dos surfistas que estará em Tóquio vestindo a lycra da ISA como sub16 ou sub18. É uma satisfação enorme ver esses atletas agora em busca de um ouro olímpico”, fala.

Estreia do surf terá 40 atletas

A estreia do surf como modalidade olímpica terá 40 atletas nos Jogos de Tóquio em 2021, sendo 20 no masculino e 20 no feminino. O número foi definido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Marcos Bukão participou do processo de elaboração do formato de disputas e explica que são necessários quatro dias para que sejam definidos os primeiros medalhistas da história na modalidade.

Tanto homens quanto mulheres competirão da mesma forma. No round 1, os 20 atletas entram no mar, divididos em cinco baterias de quatro sufistas, sendo que os dois primeiros colocados já avançam diretamente para a terceira fase e os outros dois competem no segundo round, em duas baterias de cinco competidores. Nessa disputa, primeiro, segundo e terceiro seguem adiante, enquanto que quarto e quinto são eliminados.

Na fase 3 restarão 16 atletas, que competirão em baterias homem x homem (mulher x mulher), sempre avançando o primeiro colocado. No round 4, serão oito atletas, em quatro baterias, classificando quatro atletas para as semifinais. Nessa última disputa antes da finalíssima, serão duas baterias e os dois vencedores vão para a disputa do ouro e prata, enquanto que os dois perdedores surfam pela medalha de bronze.

Para Bukão, o adiamento dos Jogos para 2021 devido a pandemia do coronavírus não afetará em nada a parte técnica. “Ano passado, durante o Test Event em Tsurigasaki, já estávamos 100% prontos para fazer o evento, assim como estamos agora e estaremos daqui a um ano. Na parte organizacional, estrutura, logística, vai depender de como esse adiamento possa impactar o Comitê Organizador Local”, afirma.

“Mas pelo que conheço dos japoneses, pelo que vi tanto no Test Event como nos vários eventos da ISA que tivemos no Japão, tenho plena confiança em sua capacidade de realizar um evento impecável, a despeito de qualquer problema que o adiamento possa acarretar”, elogia. 

BEACH BREAK – Tsurigasaki, a praia escolhida para as disputas do surf, fica a 40 quilômetros de Tóquio e é um beach break, com uma boa consistência e com baixo risco de flat total. “Uma onda que quebra em múltiplos picos ao acaso, fundo de areia com algumas pedras nas laterais. A praia não é protegida em relação a vento e a direção do mesmo pode influenciar e muito na qualidade das ondas”, diz Bukão.

“O diferencial é que a costa japonesa recebe influência direta de tempestades e tufões no Pacífico, portanto o tamanho das ondas poderá variar muito em função de eventual ocorrência dos mesmos. Durante os dias do Test Event no ano passado, tivemos ondas de qualidade regular, alguns dias um pouco melhor, outros nem tanto, mas nenhum dia sem onda ou com ondas grandes e perfeitas. Não era nada diferente de vários beach breaks aqui no Brasil”, explica.    

Para Bukão, o surf nos Jogos Olímpicos é resultado direto da obstinação de Fernando Aguerre, que sempre acreditou que o esporte chegaria lá. “Um trabalho de décadas, com constantes reuniões junto ao COI e seus delegados, um trabalho muito forte no sentido de se trazer o maior número de países possíveis para a ISA, assim como ajudar essas nações a terem o surf reconhecido por seus respectivos Comitês Olímpicos Nacionais”, argumenta.

“Foi um longo caminho”, completa o diretor de provas, que terá a companhia de outros dois brasileiros na parte técnica, o catarinense Luli Pereira, hoje um dos principais juízes da World Surf League (WSL) e o gaúcho Marcel Miranda, como juiz de prioridade.

O surf fará a sua estreia como modalidade olímpica em Tóquio, no próximo ano, mas há mais de 100 anos um surfista já era um dos grandes destaques nos Jogos Olímpicos. O havaiano Duke Kahanamoku, eleito o surfista do Século, o “pai” do surf moderno, brilhou nas piscinas em nada menos que três edições do maior evento esportivo do planeta.

Foi bicampeão olímpico na prova mais clássica da natação os 100 metros livre e quase chegou ao tri, numa disputa que ficou marcada na história contra o americano John Weissmuller, que depois ganharia ainda mais fama ao se tornar o Tarzan, em Hollywood.

No total, Duke garantiu cinco medalhas, sendo três de ouro e duas de prata. Os primeiros pódios foram ainda nos Jogos de 1912, em Estocolmo, com ouro nos 100 metros livre e prata no revezamento 4x200m livre. Em 1920, em Antuérpia, mais duas medalhas douradas nas mesmas provas.

Nesses Jogos, então com 30 anos, tornou-se o nadador mais velho a ganhar uma medalha de ouro olímpica em provas individuais, recorde que só foi superado 96 anos depois por Michael Phelps, com 31 anos.

Já em 1924, em Paris, um momento marcante, com a disputa com Weissmuller. Esse capítulo especial da história dos Jogos Olímpicos é contado num vídeo da Série On The Line, do Olympic Channel, apresentada no Brasil em parceria com a Globo e apresentado no Globoesporte.com.

Duke é o único atleta que figura no Hall da Fama da Natação e do Surf. Sem dúvida, é até hoje o grande personagem do surf. Depois da última medalha olímpica em Paris, voltou para o Havaí onde ajudou a disseminar o esporte mundialmente e tornar o arquipélago, até o momento pouco conhecido, na meca dos surfistas. A estátua em sua homenagem na famosa Praia de Waikiki, em Honolulu, retrata bem essa fama e a idolatria por sua história.

Então, o surf distribuirá as primeiras medalhas olímpicas em Tóquio, mas um surfista, na verdade, o principal surfista de todos os tempos, já tinha iniciado a história mais de 100 anos atrás. Nos Jogos de 2021 (adiados este ano devido à pandemia do coronavírus), as disputas serão realizadas na praia de Tsurigasaki e o Time Brasil estará completo, com Italo Ferreira, Gabriel Medina, Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima.

Assista: https://globosatplay.globo.com/sportv/v/8610478/

O dia 25 de julho de 2021 promete ser histórico para o surf. É a data definida pelo Comitê Organizador de Tóquio 2020 para a estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos em 2021. O maior evento esportivo do Planeta estava marcado para este ano e foi adiado devido à pandemia do coronavírus. Na última sexta-feira (17), a entidade divulgou o calendário atualizado, com quatro dias seguidos de disputas e, em caso de falta de ondas nesse período, a programação prevê mais quatro dias de backup, de 29 a 1º de agosto.

A competição do surf ou o “Festival Olímpico de Surf”, como o Comitê Organizador denomina, será realizada em Tsurigasaki Surfing Beach, na cidade de Chiba, a 40 quilômetros de Tóquio. Serão 40 atletas, sendo 20 no masculino e 20 no feminino, com no máximo dois representantes por país em cada gênero. O Time Brasil estará completo nas ondas japonesas, com Italo Ferreira, Gabriel Medina, Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima. Os quatro com chances reais de medalhas.

Pelo cronograma anunciado, todos os surfistas competirão duas vezes no primeiro dia, das 7 às 16h20 (horário do Japão). No dia 26, das 7 às 16h40, será disputado o round 3, enquanto que no dia seguinte, das 7 às 14h20, será a vez das quartas-de-finais e semifinais. Já o último dia, das 8 às 11h35, será reservado para as baterias decisivas pelas inéditas medalhas, primeiro com a disputa do bronze e em seguida a grande final, definindo ouro e prata.

As vagas brasileiras foram garantidas pelo ranking do Championship Tour (CT), da World Surf League (WSL). Tatiana Weston-Webb, nascida no Rio Grande do Sul e que mora no Havaí, foi a primeira a ‘carimbar o passaporte’ e depois foi a vez da cearense radicada no Rio de Janeiro Silvana Lima. No masculino, o potiguar Italo Ferreira e o paulista Gabriel Medina asseguraram seus lugares com o título e o vice-campeonato no Circuito Mundial, respectivamente.

PROGRAMAÇÃO DO SURF

DOMINGO, 25 DE JULHO – 7H ÀS 16H20 (No Brasil, das 19h de sábado às 4h20 de domingo)

SEGUNDA-FEIRA, 26 DE JULHO – 7H ÀS 16H40 (No Brasil, das 19h de domingo às 4h40 de segunda-feira)

TERÇA-FEIRA, 27 DE JULHO, 7H ÀS 14H20 (No Brasil, das 19h de segunda-feira às 2h20 de terça-feira)

QUARTA-FEIRA, 28 DE JULHO, 8H ÀS 11H35 (No Brasil, das 20h às 23h35 de terça-feira)

Link da programação oficial do surf nos Jogos Olímpicos de Tóquio: tokyo2020.org/en/schedule/surfing-schedule

Link da programação oficial completa dos Jogos Olímpicos de Tóquio: tokyo2020.org/en/schedule/

A Confederação Brasileira de Surfe desenvolveu um protocolo que visa, acima de tudo, orientar e dar segurança para que nossos atletas e demais praticantes do surfe em volta do Brasil tenham uma referência técnica para se protegerem às possíveis consequências nocivas do COVID-19.

CBSurf-COVID-19

A Confederação Brasileira de Surf (CBSurf), acompanhando as necessárias restrições mundiais de circulação e reunião de pessoas por conta da COVID-19 (Corona Vírus) informa que :

Ficam adiados para datas possiveis a partir de junho, os eventos programados anteriormente executados e/ou homologados pela entidade, a exemplo do VI Jeri longboard Festival que, inclusive, já possui impedimento legal de realização por parte da Prefeitura Municipal de Jijoca de Jericoacoara que publicou decreto neste sentido em 16/03/2020.

Outrossim orientamos o necessário cuidado por partes das entidades do esporte Surfe no tocante a eventos programados e que impliquem em algum risco de contaminação, devendo os mesmos serem adiados.

Atenciosamente

Adalvo Nogueira Argolo
Presidente CBSurf

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