O esporte olímpico está de luto.

O presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), João Tomasini Schwertner, faleceu na manhã deste domingo (17) às 10h57 no Hospital Marcelino Champagnat em Curitiba em virtude de complicação do COVID-19.

Neste momento de tristeza e dor, a Confederação Brasileira de Surf se une aos demais membros no Movimento Olímpico Brasileiro para manifestar nossas mais sinceras condolências aos familiares, parentes e amigos de Tomasini.

Atualizacao-do-Calendario-de-Competicoes-2021-1

O Relatório Anual de Gestão de 2020 está disponível no Portal de Governança.

Clique aqui para mais informações

CIRCUITO DEFINIU OS CAMPEÕES BRASILEIROS PROFISSIONAIS DE 2020 COM

R$ 240 MIL DE PREMIAÇÃO IGUALMENTE DIVIDIDA PARA HOMENS E MULHERES

Em sua terceira temporada consecutiva, o CBSurf Pro Tour, o Circuito profissional da Confederação Brasileira de Surf, comemorou mais uma edição de sucesso, mesmo durante a pandemia do Coronavírus. Os campeões brasileiros de surf profissional no masculino e feminino foram definidos em três etapas, mesmo diante das adversidades impostas pelo Covid-19, com um total R$ 240 mil de premiação, dividida igualmente para homens e mulheres.

Foram 200 atletas no masculino e 45 no feminino, de 13 estados brasileiros, de Santa Catarina ao Pará. Nomes que já participaram da elite do surf mundial competiram no campeonato, incluindo o próprio novo campeão, Ian Gouveia. Também estiveram presentes Alejo Muniz, Willian Cardoso, Michael Rodrigues e Wiggolly Dantas, que chegou até o último dia brigando pelo título.

Também campeões mundiais como Lucas Silveira (pro-júnior da WSL) e Weslley Dantas (júnior pela ISA) reforçaram o pelotão de elite masculino. Entre as mulheres, outro nome importante que já representou o Brasil no Circuito Mundial, Silvana Lima, que está com vaga garantida para os Jogos Olímpicos de Tóquio e terminou como vice-campeã, ao vencer a etapa final. O título ficou com a atleta mais regular, Yanca Costa.

Para 2021, a expectativa é de crescimento no Campeonato, tanto em etapas quanto em premiação, diante da receptividade dos atletas e já estão previstas cinco disputas em cinco estados diferentes. “2020 foi um grande desafio, mas planejamos, acreditamos e realizamos etapas, com sucesso. Não só o profissional como o Júnior Tour, investindo na base”, afirma o presidente da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) Adalvo Argolo.

“Tivemos o apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que enxerga e destaca a importância do surf no cenário olímpico. Aliás, teremos um ano que podemos mudar o esporte com medalhas olímpicas em Tóquio com brasileiros. Por isso, continuamos investindo nos circuitos nacionais, para fomentar o crescimento da modalidade”, reforça.

Ele ressalta que todas as etapas realizadas na retomada do surf durante a pandemia tiveram todos os cuidados com protocolos de segurança. “Essa foi uma preocupação importante. Quisemos evitar riscos e, ao mesmo tempo, promover a conscientização entre atletas, treinadores, familiares”, destaca o dirigente, lembrando que o processo de fortalecimento também passa por outras categorias, como stand up paddle e bodyboarding. “Também queremos investir no surf adaptado”, complementa.

RANKING FINAL 2020

NO INSTAGRAM

CAMPEÕES BRASILEIROS PROFISSIONAIS

CAMPEÕES BRASILEIROS DE LONGBOARD

CAMPEÃO BRASILEIRO DE ÁGUA DOCE

CAMPEÕES BRASILEIROS DE BASE

FOTOS: RODRIGO CALZONE, LIMA JÚNIOR E DANIEL SMORIGO

ELEIÇÃO ON-LINE FOI REALIZADA QUARTA-FEIRA

E O ATUAL DIRIGENTE OBTEVE 8 DOS 13 VOTOS

Atual presidente, Adalvo Argolo foi reeleito para o cargo máximo da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) nesta quarta-feira, 30 de dezembro de 2020. Ele obteve oito dos 13 votos na eleição on-line, com Jojó de Olivença recebendo cinco indicações. Aos 58 anos de idade, o baiano nascido em Itamaraju, criado em Ilhéus e atualmente morando em Salvador, segue para o seu segundo mandato, agora tendo como vice o catarinense Reiginaldo Ferreira

A assembleia para a escolha do presidente foi iniciada às 10 horas, com a participação de cinco federações aptas a votar – Bahia, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro e Santa Catarina, e os oito integrantes da Comissão de Atletas da entidade – Bruno Galini, Nathalie Martins, Suelen Naraísa e Wiggolly Dantas (Surf), Carlos Bahia (Longboard), Luiz Phelipe Nobre (Para Surfing), Ivan Tadeu dos Santos (Stand Up Paddle) e Eder Luciano (Bodyboarding).

O encontro também contou com a presença de duas das três chapas inscritas – a Rumo às Olimpíadas, com Adalvo Nogueira Argolo e Reiginaldo Ferreira; e a Projeto Surfa Brasil, com Jocélio de Jesus, conhecido como Jojó de Olivença, e Brigitte Mayer. Já a Nação Surfe Brasil, de Ricardo Baerlin dos Santos Lima, conhecido como Ricardo Bocão, e Paulo Moura, não compareceu. Também foram eleitos, por aclamação, dois novos membros do Conselho Fiscal – Marco Ferragina e Michael Cardoso, ambos de São Paulo. Outra vaga titular e três suplentes serão preenchidas em nova eleição para essa finalidade.

A eleição, presidida por Marcelo Barros, da Federação Baiana, foi realizada de forma virtual, pela Plataforma SGE (Sistema de Gestão Esportiva), implementado pela CBSurf no segundo semestre deste ano e também utilizado por outras confederações, como Canoagem, Desportos Aquáticos, Handebol e Taekwondo. O sistema garante o sigilo do voto, com armazenamento criptografado dos dados, com protocolo de segurança e acesso seguro.  

Eleito para a gestão 2021/ 2024, Adalvo agradeceu os participantes da assembleia e já projeta o futuro do esporte, que terá a sua estreia olímpica nos Jogos de Tóquio em 2021. “Essa eleição foi uma batalha muito grande e que todos os nossos movimentos foram em prol da entidade. Trabalhamos arduamente para que esse pleito acontecesse e foi uma conquista, pelo processo de transparência, de forma on-line”, falou

“Agradeço ao Jojó e a Brigitte pela força e caráter de ir até o final da eleição e a todos que participaram da assembleia, principalmente a lisura que a comissão eleitoral promoveu nesse processo. Quem agradece aqui não é o Adalvo, é o esporte”, ressaltou. “Jojó e Brigitte e também a chapa Nação Surf, estamos abertos a conversar para que tragam novas ideias para que a gente possa melhorar ainda mais essa relação nossa com o atleta, para que o surf seja mais fortalecido”, reforçou.

Adalvo também falou da sua relação com a International Surfing Association (ISA) e com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), querendo fortalecer ainda mais o Brasil no processo olímpico. “Já estamos fazendo um trabalho sério, visando medalhas, para que o esporte cresça ainda mais”, finalizou o presidente reeleito.

RAYAN FADUL, CAUÃ COSTA, MARIA EDUARDA E MARIA CLARA

ESTÃO ENTRE OS 43 SURFISTAS SELECIONADOS DE 15 PAÍSES

O Brasil tem quatro talentos da nova geração selecionados para o exemplar programa Bolsa Escolar 2020, oferecido pela ISA – International Surfing Association, entidade máxima do surf e responsável pela inclusão do esporte no programa olímpico. Os baianos Rayan Fadul, 14 anos, e Maria Eduarda, 12, o cearense radicado no RJ, Cauã Costa, 17, e a potiguar Maria Clara, 11, foram escolhidos entre os 43 atletas de 15 países diferentes, sendo declarados “Embaixadores Escolares” da instituição.

Eles tiveram seus currículos validados pela Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) junto à ISA. A seleção dos contemplados foi baseada em critérios como condição financeira, dedicação escolar e empenho no surf. “Esperamos que a bolsa possa auxiliar ainda mais esses atletas, tanto em sua dedicação ao esporte, quanto à sua formação, fortalecendo suas trajetórias na comunidade do surf brasileiro e, também, internacional”, afirma o presidente da CBSurf, Adalvo Argolo.

CONHEÇA MAIS – Rayan surfa desde criança e teve o apoio da família desde o início. Seu pai é um shaper artesanal de pranchas e sua mãe o ensinou a nadar, então ele se interessou muito por surfar desde muito jovem. Ele adora surf, natureza, esportes e aprender idiomas e está determinado a ir para a faculdade e estudar biologia ou educação física para que um dia possa ensinar outras pessoas sobre essas paixões. Esta bolsa vai ajudar a cobrir os custos da competição, novos equipamentos e ajudá-lo a obter melhores classificações nacionais para que ele possa competir em competições internacionais em um futuro próximo.

Irmão de Yanca Costa, a nova campeã brasileira profissional, Cauã começou a surfar antes mesmo dos dois anos. Ele entrou em sua primeira competição aos cinco anos. Natural do Nordeste do Brasil, ele agora mora no Rio de Janeiro, onde passa muito tempo trabalhando em sua técnica de surf. Ao longo de sua carreira competitiva, ficou em primeiro lugar em várias competições nacionais. Vice-campeão brasileiro sub18, está classificado para o ISA World Junior Championship e também tem como foco o Sul-Americano Pro Júnior. Ambos têm despesas de viagem e inscrição que serão pagas com esta Bolsa ISA. Cauã reconhece a importância da educação e continuará a trabalhar arduamente para equilibrar sua intensa programação de treinos com o trabalho escolar para que possa continuar a ser um atleta e aluno completo.

Maria Eduarda surfa há nove anos e tem uma mentalidade incrivelmente determinada no que diz respeito ao surf. Seus picos favoritos são Engenhoca, Praia do Norte e Tiririca no litoral baiano. Esse ano terminou o Brasileiro de Surf na sub14 feminina em terceiro lugar no geral. Ela usará sua bolsa ISA para pagar as despesas de inscrição, hospedagem e viagens das próximas competições, cobrir os custos educacionais e comprar uma nova prancha de surf, com acessórios. Maria Eduarda se dedica muito ao sucesso tanto no surf quanto na escola e sonha em fazer faculdade para poder seguir uma carreira na qual possa ajudar os outros.

Maria Clara surfa há apenas dois anos, mas já é uma atleta incrivelmente atenciosa e motivada que quer ser o melhor que pode ao fazer novos amigos, surfar ondas por todo o Mundo, ajudar o planeta e melhorar suas habilidades técnicas. Ela dá importância ao aprendizado do inglês, porque reconhece o surf como um esporte global e quer ser capaz de se comunicar o máximo possível com outros atletas, treinadores e pessoas que conhece de todos os lugares. Esta bolsa permitirá que ela faça aulas de inglês para atingir esse objetivo. Também poderá comprar roupas de neoprene novas, o que permitirá que ela treine o ano todo e arcar com os custos de inscrição das próximas competições. Quando Maria Clara não está surfando, ela gosta de ler, assistir a vídeos de surf e brincar ao ar livre.

O surf fará a sua estreia como modalidade olímpica nos Jogos de Tóquio no próximo ano e já está confirmado para a edição de Paris 2024. No Japão, o Time Brasil terá força máxima, com Gabriel Medina, Italo Ferreira, Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb.

FOTOS:

CAUÃ COSTA – CRÉDITO: DANIEL SMORIGO

RAYAN FADUL – CRÉDITO: ARQUIVO PESSOAL

MARIA EDUARDA – CRÉDITO: FABRICIANO JÚNIOR

MARIA CLARA – CRÉDITO: MARCELO FREIRE NORONHA

CAPA – CAUÃ COSTA – CRÉDITO: FABRICIANO JÚNIOR

Em entrevista à International Surfing Association (ISA), a brasileira Tatiana Weston-Webb fala sobre a sua trajetória rumo aos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Nossos surfistas olímpicos representaram muito bem o Brasil no Pipe Masters, nas ondas de Pipeline, no Havaí. Gabriel Medina foi o vice-campeão da emblemática etapa que abriu o Championhip Tour (CT), o Circuito Mundial da World Surf League (WSL).

Italo Ferreira, mesmo se lesionando nas quartas-de-final, ficou no mar, garantiu vaga na semi e lutou até o fim pela vaga na decisão, ficando em terceiro lugar. Tatiana Weston-Webb mostrou muita atitude na estreia feminina em Pipe, venceu primeira e histórica bateria de mulheres no pico mais emblemático do Mundo, e terminou na terceira colocação no evento.

Surfaram muito, tiveram muita atitude.

Que em Tóquio o Time Brasil faça bonito e a gente vibre muito também.

Matéria completa sobre a etapa no site da WSL: http://wsllatinamerica.com/gabriel-medina-e-vice-campeao-na-final-com-john-john-florence-e-tyler-wright-impede-duas-vitorias-havaianas-em-pipeline/

Fotos: Brent Bielmann e Keoki Saguibo/WSL

EX-INTEGRANTE DA ELITE MUNDIAL E FILHO DE FÁBIO GOUVEIA, UM DOS MAIORES SURFISTAS DA HISTÓRIA,

VENCEU A ETAPA DECISIVA DO CBSURF PRO TOUR EM LAURO DE FREITAS NESTE SÁBADO

Em um sábado (19) com desfecho emocionante nas ondas de Vilas do Atlântico, em Lauro de Freitas, na Bahia, o pernambucano Ian Gouveia conquistou o título brasileiro profissional masculino da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf). Criado em Florianópolis (SC) e atualmente radicado na praia de Maresias, em São Sebastião (SP), o ex-integrante da elite mundial de surf chegou à finalíssima precisando no mínimo da segunda posição e mostrou que merecia mesmo o troféu, vencendo o Tablas Surf Store apresenta CBSurf Pro Tour 2020, terceira e última etapa da temporada.

Filho de um dos maiores surfistas da história – o ícone Fabio Gouveia -, Ian viajou para a Bahia apenas em sexto lugar no ranking, que era liderado pelo paulista Marcos Corrêa. Porém, seus concorrentes foram caindo ao longo da prova, incluindo o líder, derrotado na semifinal. Mesmo eliminado, Corrêa ainda ficou na expectativa na grande decisão. Para ficar com a taça, ele torcia para que Ian e o também paulista Edgard Groggia não ficassem entre os dois primeiros da etapa.

A final contou ainda com dois baianos, Bino Lopes e Franklin Serpa, mas ambos foram superados pela dupla que brigava pelo título. Edgard chegou a liderar o placar, mas, com notas 5.80 e 7.50, Ian Gouveia faturou R$ 12 mil pelo título da etapa e, de quebra, ergueu o troféu (em formato de mandala) de campeão brasileiro profissional da CBSurf. No placar, somou 13,30 pontos. Edgard ficou em segundo com 11.75 pontos, seguido por Bino Lopes, com 11.70, e Franklin Serpa, somando 10.20 pontos.

O novo campeão brasileiro começou muito mal no circuito, amargando um 49º lugar na primeira etapa, em Ubatuba (SP), mas cresceu de forma impressionante nas outras etapas, ficando em segundo no Ceará e vencendo na Bahia. “Estou amarradão! Estava bem confiante em meu trabalho, no que tenho feito nesses últimos tempos, e também entrei bem confiante nas baterias. Sei do meu potencial, do meu merecimento, e trabalhei muito pra isso”, vibrou.

“Estou muito feliz por finalmente conquistar um título. Isso é muito importante pra mim e quero agradecer a toda a equipe que cuida de mim e aos meus patrocinadores”, acrescentou Ian, que acabou machucando o joelho no fim da bateria e vai passar por alguns exames para saber a gravidade da lesão.

A etapa distribuiu R$ 80 mil em premiação, igualmente dividida entre as duas categorias, com R$ 12 mil aos vencedores. Na sexta-feira (18), a cearense Yanca Costa já havia erguido a taça de campeã brasileira feminina, enquanto a sua conterrânea Silvana Lima ficou com a vitória na etapa.

PREVENÇÃO – Assim como nas outras duas etapas realizadas no CBSurf Pro Tour, foram adotadas medidas de prevenção em relação à pandemia do Covid-19, com um protocolo de segurança, cumprido por todos os surfistas, técnicos, acompanhantes e membros do staff técnico. Entre as determinações estava a obrigatoriedade do uso de máscaras e o distanciamento social nas áreas próximas ao palanque.

O evento também deu atenção à sustentabilidade, com as camisas de competição – usadas para identificar os atletas no mar – feitas com tecido desenvolvido a partir da reciclagem de garrafas pet, iniciativa da Silverbay, em parceria com a Coltex, usando matérias primas mais conscientes para o planeta.

O Tablas Surf Store apresenta CBSurf Pro Tour 2020 teve o apoio da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas, Silverbay, Barraca Maré Blu, Barraca Via dos Corais, Barraca Odoya, Caranguejo de Vilas, Malibu Plaza Hotel, vereador Isaac de Belchior, Radical Wave e Vilas Surf Club. Realização da CBSurf com Federação Baiana de Surf.

TEXTO E FOTOS: Alexandre de Toledo Piza              19/12/2020

FOTOS: Rodrigo Calzone

Sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Crédito: Rodrigo Calzone