Brasileiras rumo a final e homens na inicial

Brasileiras também entre melhores surfistas dos Jogos Mundiais de Surf ISA 2019

 

Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima entre as quatro que disputam duas primeiras vagas na bateria que vale medalha

 

Brazil's Silvana Lima surfing strong into the Women’s Main Event Final. Photo: ISA / Sean Evans

Silvana Lima do Brasil  Photo: ISA / Sean Evans

 

 

 

Nesta segunda-feira no Japão, as brasileiras Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima se firmaram como sérias candidatas a medalha de ouro dos Jogos Mundiais de Surf 2019, contribuindo fortemente para uma provável conquista do Brasil entre seleções em Miyazaki, Japão, onde abrirão o quarto dia enfrentando esta noite Sofia Mulanovich, do Peru, e Bianca Buitendag da África do Sul por duas vagas diretas na grande final.

 

Tainá para na quinta

Tatiana Weston Webb e Silvana Lima, Tati e Sil, gaúcha da capital (radicada e criada no Havaí) e cearense de Paracuru (Moradora no Rio) não enfrentaram repescagem na qual a catarinense da Garopaba Tainá Hinckel estreou bem na fase quatro, porém na seguinte foi eliminada garantindo importantes 25° lugar para si e 360 pontos para o Brasil.

A disputa com as duas brasileiras classificadas Tatiana Weston -Webb e Silvana Lima, abrirá sétima fase feminina nos Jogos Mundiais de Surf.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, atividades ao ar livre e natureza

 Tatiana Weston-Webb 


Brasil sem desfalque masculino


 

 Após não recuperar o passaporte furtado nos Estados Unidos, Ítalo Ferreira já está no Japão e de Tóquio seguiu rumo a Miyazaki.

Ele será o segundo do trio masculino a competir, apos o líder do tour Filipe Toledo, no segundo confronto, o sexto da temporada Ítalo Ferreira encara a sexta bateria e um grande intervalo se segue até o último brasileiro estrear, o bicampeão mundial (2014/2018) Gabriel Medina (4° no ranking 19) é um dos quatro integrantes da bateria de número 34 do 1° round.

 

Tati e Sil hoje à noite

 

Só após o próximo e inédito confronto com duas brasileiras acontecem às três rodadas de repescagem restantes.

Elas definem as outras duas últimas de quatro finalistas, podendo até mesmo o próximo confronto das brasileiras se repetir na grande final, a que define o pódio, que confrontará com chances iguais duas surfistas invictas e igual número de sobreviventes vindas da repescagem.

Entre 40 vagas igualmente distribuídas entre surfistas dos dois gêneros em Tóquio 2020, seis vagas continentais estão definidas e outras quatro a disputas dos homens no ISA Japão define, sendo todas provisórias.

Se no Pan de Lima um casal do Peru garantiu às duas vagas mínimas da América, a segunda-feira já definiu a vaga olímpica garantida a quatro outros continentes (África, Ásia, Europa e Oceania), que exclui as Américas por já ter classificado um casal no Pan de Lima, que pode ser substituído caso nos Jogos Mundiais de Surf 2020 outros representantes das Américas alcance o índice.

O exemplo do Peru, África do Sul, Japão, Israel e Nova Zelândia garantiram provisoriamente cada, uma mulher em Tóquio 2020.

 

Pela África, Bianca Buitendag (AFS), da Ásia Shino Matsuda (Japão), pela Oceania Ella Williams, da Nova Zelândia, e curiosamente, pela Europa, Anat Lelior de Israel. como melhor européia no evento (Israel é considerado parte da Europa, de acordo com o protocolo do Comitê Olímpico Internacional), garantindo sua representação nacional em Tóquio 2020.

 

Fora do circuito

 

A israelense Anat Lelior teve um desempenho inspirador, conquistando a vaga provisória na qualificação para Tóquio 2020. 

Dado que os Jogos ISA World Surfing 2020 (WSG) têm prioridade sobre a edição de 2019 na hierarquia das qualificações olímpicas, cada nome continental não está confirmada até que o processo de qualificação termine no final de maio de 2020, quando então as brasileiras, que buscam vaga olímpica através dos oito nomes do Tour 2019, podem ter sua segunda chance ou mesmo disputar, já classificadas pelo atual circuito mundial (8 vagas) para representar com sucesso o Brasil, como está acontecendo.

 

Tufões

 

O terceiro dia de competição começou com um novo surto de tufões nas praias de Kisakihama, criando ótimas condições incluindo tubos, o que fez relembrar â edição de 1990 da qual é remanescente Kelly Slater,

 

Nadia Erostarbe, da Espanha, foi a surfista que mais se destacou, conquistando a maior média geral com 16,30 na segunda rodada da repescagem. Erostarbe durou impressionantemente por mais quatro rodadas antes de cair na rodada sete da repescagem, mas pode vir a tentar tomar em 2020 a vaga olímpica feminina européia, hoje com Leilor de Israel.

 

Carissa Moore e Courtney Conlogue, dos EUA, se recuperaram com força depois de cair na repescagem no início do evento.

 

Moore e Conlogue avançaram para a repescagem rodada oito, uma rodada de duas baterias que apresenta os principais talentos do esporte, como a australiana Stephanie Gilmore, Sally Fitzgibbons e Nikki Van Dijk, a americana Caroline Marks, e a americana Costa Rica, Brisa Hennessy.

 

Courtney Conlogue (EUA) encontra um tubo nas condições desfavoráveis da praia.  Foto: ISA / Ben Reed

Courtney Conlogue (EUA) encontra um tubo nas condições desfavoráveis da praia. Foto: ISA / Ben Reed

 

O australiano Gilmore falou sobre a emoção de competir em um evento de equipe.

 

"É uma sensação agradável fazer parte dessa vibração da equipe", disse Gilmore. “Existe essa camaradagem entre todos e estamos apoiando um ao outro”.

 

“Trata-se de trabalhar em equipe, em vez de navegar por si mesmo”. Às vezes, parece mais pressão, mas é uma sensação agradável.

 

"Eu nunca surfei nos Jogos Mundiais de Surf da ISA, apenas nos ISA Mundial Junior, por isso é uma ótima amostra de como serão as Olimpíadas."

 

A tailandesa Annissa Tita Flynn deixou seu país orgulhoso ao conquistar o primeiro lugar na Rodada de Repescagens no domingo, mas sua participação terminou no terceiro dia.

 

Como a única mulher participante entre os países que competem pela primeira vez (Tailândia, Sri Lanka, Samoa Americana e Líbano), o desempenho de Flynn exemplifica o crescimento do surf feminino em todo o mundo, particularmente em países não tradicionais.

 

"É a primeira vez que a Tailândia chega aos Jogos ISA, então estou muito feliz por representar meu país", disse Flynn.

 

“Espero que minha participação permita que as pessoas na Tailândia saibam que o surf realmente existe no país. A maioria dos tailandeses ainda não sabe que você pode surfar lá, então eu gostaria de compartilhar essa alegria com os outros.

 

“Ver o melhor do mundo me deu inspiração para melhorar meu surf. Posso usar o que vi deles quando voltar para casa.

 

“O surf está apenas começando na Tailândia, mas espero que fique cada vez maior. Se eu voltar e houver mais duas ou três garotas que começam a surfar comigo, isso seria uma conquista incrível.”

 

O presidente da ISA, Fernando Aguerre, disse:

 

“Hoje foi uma maratona de Repescagens, já que as melhores mulheres do mundo deram tudo de si na água para permanecer na disputa pelas Medalhas de Ouro.

 

“É incrível ver o processo de qualificação olímpica se concretizando. Damos aos surfistas de todos os continentes do mundo uma chance de surfar no maior palco esportivo, por isso é incrível ver esses sonhos se realizando aqui em Miyazaki.

 

"O palco está preparado para uma corrida emocionante até o final para as mulheres e a abertura da competição para os homens."

 

O cronograma provisório para o restante da competição é o seguinte:

 

10 de setembro (Noite do dia 09 no Brasil)

 

Final Open Feminino

Começa a Open homens

11 de setembro

 

Competição Open Masculina continua até

15 de setembro

 

Final Open Homens

Cerimônia de encerramento

Os Jogos ISA World Surfing 2019 apresentados pelas Vans são transmitidos de 7 a 15 de setembro no site www.isasurf.org .